A Vodafone iniciou essa jornada com o objetivo de melhorar o desempenho e a eficiência de sua rede, criando um caminho claro rumo a níveis mais elevados de automação. Um programa conjunto conduzido em colaboração com a Capgemini realizou uma avaliação do nível de Redes Autônomas com base na metodologia do TM Forum. Uma das descobertas mais relevantes foi o reconhecimento do nível 3.4 de Rede Autônoma no cenário cross-domain de Fault & Incident Management, uma área na qual a Vodafone já havia feito investimentos significativos para escalar a automação.

Com base em um entendimento claro do estado atual (“as-is”), o programa entregou um roadmap escalável e acionável, juntamente com a priorização de quick wins de alto impacto, projetados para ampliar a automação em curto prazo e com investimento reduzido.

Desbloqueando o futuro das telecomunicações com redes autônomas

A Vodafone é uma das maiores operadoras de telecomunicações da Europa e atende milhões de clientes que esperam conectividade rápida, confiável e sem interrupções. À medida que os serviços digitais crescem e as redes se tornam mais complexas, as operadoras enfrentam pressão para melhorar a eficiência e elevar continuamente a qualidade da experiência oferecida.

A automação vem se tornando a melhor forma de atender a essas expectativas. Uma Rede Autônoma é capaz de monitorar seu próprio desempenho, tomar decisões e agir sem atrasos, o que apoia a visão da Vodafone de um futuro com operações Zero-Touch, tempos de espera menores e menos problemas de serviço.

Para transformar essa visão em realidade, a Vodafone precisava ter uma visão clara de suas capacidades atuais e um plano estruturado para os próximos anos. Isso significava entender onde a automação poderia gerar maior impacto, como ela poderia apoiar os objetivos de negócio e quais etapas seriam necessárias para alcançar níveis mais altos de autonomia.

A Vodafone então se associou à Capgemini para criar essa base. Juntas, as empresas utilizaram métodos reconhecidos pela indústria, incluindo a abordagem do TM Forum, para avaliar a maturidade da automação e explorar oportunidades futuras. Por meio de workshops colaborativos e de um processo conjunto de design, os parceiros construíram um roadmap que ajuda a Vodafone a avançar rumo a uma rede mais inteligente e resiliente.

Esclarecendo um futuro de inovação

A Vodafone e a Capgemini iniciaram o trabalho com uma série de workshops de descoberta que reuniram equipes de diferentes áreas da organização. Essas sessões criaram uma visão compartilhada de como as redes da Vodafone operam atualmente e de onde a automação poderia gerar maior valor.

Com essa base estabelecida, as equipes combinaram suas expertises para definir uma visão baseada em intenções (intent-based), estabelecendo uma direção para os próximos anos. Vodafone e Capgemini concordaram com princípios orientadores que apoiariam decisões consistentes e ajudariam a transformar ambição em ações práticas.

Por meio de análises adicionais, os parceiros identificaram os principais habilitadores que permitiriam à Vodafone avançar com maior velocidade. Entre eles estavam melhorias em dados, processos e sistemas necessárias para suportar níveis mais altos de automação.

O resultado foi um roadmap que combina quick wins com objetivos de transformação de longo prazo. Ele definiu uma arquitetura-alvo, principais habilitadores e um blueprint reutilizável que pode ser escalado entre diferentes mercados.

Esse projeto também trouxe clareza sobre onde concentrar governança e investimentos para impulsionar progressos iniciais enquanto se prepara o caminho para crescimento futuro. Essa abordagem ofereceu à Vodafone um caminho estruturado, moldado por colaboração e entendimento compartilhado.

Preparando o caminho para redes autônomas

Na Alemanha, o maior mercado da Vodafone, a empresa alcançou um score de maturidade cross-domain de 3.4 em Fault and Incident Management. Esse resultado demonstra o avanço rumo a níveis mais altos de autonomia e reflete o valor de contar com um plano estruturado, prioridades claras e formas de trabalho compartilhadas.

É importante destacar que o nível de automação identificado é cross-domain, o que é significativamente mais complexo do que atingir altos níveis de automação em apenas um domínio específico.

O novo roadmap ajudou a Vodafone a dar passos imediatos para melhorar a forma como sua rede é monitorada e gerenciada. Maior observabilidade e operações mais consistentes criam uma base sólida para futuras automações, apoiando níveis mais altos de qualidade de serviço para os clientes.

O blueprint agora pode ser escalado para outros mercados, permitindo que a Vodafone avance com velocidade enquanto mantém uma abordagem unificada. Governança compartilhada, uso mais robusto de dados e a introdução planejada de capacidades impulsionadas por IA fortalecerão ainda mais esse movimento.

Essa iniciativa também trouxe clareza sobre onde concentrar investimentos para melhorar a resiliência da rede e desbloquear ganhos de desempenho. Esses insights ajudam a conectar decisões tecnológicas a resultados de negócio e à experiência do cliente de forma clara e prática.

Como explica Simon Norton, compreender o estado atual e utilizar frameworks consolidados do setor proporcionou à Vodafone um caminho confiável rumo a níveis mais elevados de autonomia:

“A transformação da rede começa com clareza: entender o estado atual e aproveitar a visão de especialistas e estruturas comprovadas pela indústria para moldar a jornada à frente. A Vodafone investiu um esforço e recursos substanciais na automação da Gestão de Falhas e Incidentes e estou realmente satisfeito com a conquista do nível de autonomia 3.4 em cenários complexos de múltiplos domínios. Graças à expertise da Capgemini e à metodologia do TM Forum, a Vodafone obteve uma visão clara de sua maturidade de rede e definiu um roteiro credível em direção a níveis mais altos de autonomia.”

Simon Norton, Diretor de Redes Digitais, IA e OSS (Mercados Europeus) – Vodafone

A Vodafone agora está bem posicionada para continuar sua jornada rumo ao Nível 4 de Redes Autônomas. O trabalho realizado até agora estabelece a base para automação em closed loop, adoção mais ampla nos mercados e operações cada vez mais inteligentes. Com uma direção clara e um plano compartilhado, a Vodafone pode avançar com confiança enquanto constrói a próxima geração de sua rede.