O uso simultâneo de uma grande quantidade de aplicações nas organizações tem se tornado cada vez mais complexo, revelou o Application Landscape Report 2014, relatório sobre ambiente de aplicações realizado pela Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização. Esse emaranhado de sistemas tem pressionado o departamento de Tecnologia da Informação (TI) das empresas e tolhendo a transformação digital. Foram ouvidos mais de mil diretores e tomadores de decisão da área de TI de 16 países, incluindo o Brasil.
 
De acordo com o estudo, nos últimos três anos, o número de tomadores de decisão que acredita que sua empresa possua mais aplicações do que realmente necessita aumentou de apenas um terço (34%) para quase metade (48%). Somente 37% deles considera que os aplicativos são essenciais. Para aproximadamente 70% dos entrevistados, pelo menos um quinto das aplicações corporativas tem a mesma finalidade e poderiam ser consolidadas e, de acordo com outros 53%, um quinto delas poderia ser descartada ou substituída.
 
Este não é um problema apenas da área de TI, mas da essência dos negócios. O estudo revelou que 60% dos CIOs acredita que a maior contribuição de seus departamentos à empresa é a introdução de novas tecnologias. Muitos já implementaram soluções de nuvem (56%), mobilidade (54%), sociais (41%) e de big data (34%). Porém, sem um ambiente de aplicações moderno, a TI não tem a capacidade de banda necessária para gerar vantagem competitiva por meio dessas tecnologias. Não é surpresa que, para 76% dos entrevistados, a racionalização é fundamental para atingir os objetivos da companhia.