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Whole Foods aposta em pessoas e tecnologia para se manter competitivo no setor de alimentos

17 jan. 2023

Rede de supermercados norte-americana enxerga sustentabilidade e diversidade de canais também como importantes pilares.

 Escrito por Mercado&ConsumoLabs

Em mais um dos grandes painéis da NRF Retails Big Show 2023, em Nova York, o mercado alimentar teve o seu espaço. Jason Buechel, CEO do Whole Foods, gigante norte-americano dos supermercados, trouxe um pouco do momento da rede e das estratégias adotadas para se manter competitivo no setor.

Natural do Wisconsin, estado localizado no centro-oeste dos EUA e reconhecido pelo grande número de fazendas, Buechel revelou que o alimento sempre fez parte da sua vida. “Sempre tive contato com a agricultura e plantações. E minha família era produtora de queijos. Olho pra trás e vejo que esse é um tema que sempre esteve presente comigo”, lembra.

Há 10 anos no Whole Foods e desde 2019 como CEO, Buechel apresentou os quatro grandes pilares da empresa no momento: foco nos colaboradores, adoção da sustentabilidade, omnicanalidade e constante evolução tecnológica.

Investindo em pessoas

Segundo Buechel, a partir do momento que o Whole Foods compreendeu que o negócio do varejo alimentar é formado por pessoas, passou a olhar diretamente para o seu colaborador e investir em treinamentos e programas de promoção.

“Eu vejo nossos colaboradores como o segredo da nossa receita. Eles ficam ali na linha de frente e passam credibilidade aos nossos clientes. O investimento na área de recursos humanos é muito importante. Melhoramos o crescimento de carreira dos nossos colaboradores. Possibilitamos treinamentos técnicos para eles. Queremos ser os melhores empregadores. E temos que entender a oportunidade que temos aqui. Essas pessoas podem se tornar naturalmente embaixadores da marca”, revela Buechel.

Sustentabilidade já

A pauta ESG se tornou obrigatória no mercado atual. Segundo demonstra o estudo “Intelligent supply chain”, da Capgemini,  45% das organizações aumentaram sua base de custo de cadeia de suprimentos, nos últimos três anos, para impulsionar a resiliência, a sustentabilidade, e centralização no cliente. Mas a preocupação com a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva é uma bandeira do Whole Foods, que tem como marca a oferta de produtos orgânicos, saudáveis  e naturais.

“Precisamos de uma grande atenção, pois contamos com muitos fornecedores. Temos tolerância zero para quem não segue nosso padrão de qualidade. Hoje mais de 300 estão proibidos em nossas lojas. Os fornecedores têm que se adaptar se quiserem continuar com a gente”, afirma o executivo.

Diversidade de canais

Apesar da grande invasão do mercado digital, o CEO do Whole Foods acredita que o varejo físico segue importante para complementar a experiência do consumidor.

 “Tem gente que me pergunta se as lojas físicas morreram. Eu respondo na hora que não. Vamos abrir mais 100 lojas nos próximos anos. O digital chegou para ficar, sem dúvida. E temos nosso investimento nisso. Mas o equilíbrio é muito importante. Um canal de venda complementa o outro. Estamos no digital e no físico, e temos que criar o melhor ambiente possível em qualquer um deles para atender o nosso cliente. É importante diversificar os canais. Mas mais importante ainda é fazer isso bem”, revela Buechel.

Tecnologia para o consumidor

O último pilar tratado por Buechel no painel foi a questão da tecnologia, principalmente aquela ligada diretamente ao serviço do consumidor.

“O uso da tecnologia tem que ser constante. Podemos simplificar aspectos do trabalho dos nossos colaboradores, por exemplo, liberando mais tempo para a interação com o cliente. Mas o grande e maior uso da tecnologia é o serviço ao consumidor”, diz.

Como exemplo, Buechel cita os três projetos-pilotos com as lojas da Amazon Fresh, onde o cliente pode entrar com um QR Code, pegar o que precisar e sair, sem fazer interação com ninguém. A tecnologia de câmeras sabe exatamente os produtos escolhidos e faz o débito automaticamente. 

“Isso pode fazer uma grande diferença na experiência das lojas”, finaliza Buechel.

Na mesma direção

No Brasil, o gigante varejista, Grupo Carrefour, também aposta nos seus 4 pilares para implementar o seu Plano Estratégico 2026:

Foco no cliente. Foco no colaborador. ESG.  Processo para se transformar em uma Retailtech.

É bem interessante olhar com zoom para esse desafio de ser uma Retailtech — faz sentido demais. A tecnologia consegue costurar todos os outros 3 pilares, sem fazer fricção, gerando bastante valor de negócio.

Em clientes:

  • Novos canais de venda
  • Hiperpersonalização e insights & data
  • Rastreabilidade da cadeia de produção
  • Entrega rápida
  • Monetização de dados

Em ESG:

  • Racionalização logística
  • Combate ao desperdício alimentar
  • Redução de emissões CO2
  • Personalização de sortimento
  • Monitoramento de resultados das ações praticadas

Em colaboradores:

  • Automação de processos
  • Learning & Development

A tecnologia ganha cada vez mais status de invisível.

Com o mínimo de fricção possível, ela, de fato, permeia todos os pilares das empresas e faz a engrenagem rodar com fluidez.

E se a tecnologia ainda não permeia toda a sua organização, é bom se apressar. Afinal, as frentes cliente, colaborador e ESG serão cruciais para alavancar os resultados de negócios – no varejo e fora dele também -, exigindo cada vez mais soluções inovadoras.

A Capgemini pode ajudar a sua empresa a lidar com essas questões de maneira estratégica a fim de reduzir a distância entre a operação física e digital nesse momento de evolução do varejo rumo ao futuro. Vamos juntos nessa jornada?

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