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Adaptar para sobreviver: os desafios dos supermercados em 2023

17 jan. 2023

Para CEO da Sprouts Farmer’s Market, supermercados devem aproveitar o desafio da inflação para criar preços mais competitivos

 Escrito por Mercado&ConsumoLabs

Nos últimos dois anos, os varejistas de supermercados tiveram que reavaliar e adaptar quase todas as facetas de suas operações. As mudanças no cenário no setor continuarão, moldadas por fatores macroeconômicos, como os desafios da cadeia de suprimentos e a inflação, e as preferências dos clientes.

A adaptação de estratégias de negócios e operações diante do surgimento de novos desafios foi tema de palestra na NRF Retail’s Big Show 2023, que acontece em Nova York, até terça-feira, 17 de janeiro, com Jack Sinclair, CEO da Sprouts Farmer’s Market.

Um dos grandes desafios citados durante o painel foi a alta inflação nos EUA, que acaba trazendo um pouco mais de cuidado ao consumidor. “Apesar de estarem com os cintos apertados, as pessoas não querem parar de comprar”, revelou Sinclair.

Ainda sobre o tema, Sinclair destacou que, apesar de parecer uma situação complicada, é necessário aproveitar essa dicotomia na economia americana e criar um movimento com preços mais competitivos, mesmo que seja necessário diminuir as margens dos supermercados.

“A inflação realmente está muito alta e acaba influenciando. Mas em todo setor essa competitividade de preços acontece. Haverá necessidade de navegarmos com margens distintas. E buscar mais do que nunca a eficiência no negócio para ajudar na competitividade”, revela.

Estagnação no uso da tecnologia?  

As inovações tecnológicas, cada vez mais, ganham espaço no varejo alimentar. Pressionado pelas mudanças impostas durante a pandemia, especialmente por causa do avanço do delivery, o setor passou por um grande processo de transformação digital, embora ainda haja espaço para mais.

“A pandemia acelerou demais o comércio eletrônico. Mas não adianta fazer de qualquer jeito. A loja digital tem que ter uma grande variedade de produtos. Acho muito importante neste tema a questão dos pontos de retirada. Houve uma proliferação disso. Lugares para se retirar o que você comprou online. Lojas, shoppings e até postos de gasolina. Isso acaba sendo muito bom para o cliente, que consegue ter o produto sempre por perto”, afirma.

Segundo Sinclair, mesmo com uma visão de estagnação do uso da tecnologia no futuro, atualmente o investimento nessa área é ainda fundamental para a empresa não ficar para trás da concorrência e do mercado.

O valor da sustentabilidade

Outro tema de destaque na palestra foi a importância de se investir em produtos sustentáveis. Apesar de Sinclair saber que muitas vezes o discurso do norte-americano não condiz muito com as atitudes. “O americano está interessado em sustentabilidade menos do que em outros lugares. Mas o assunto agora é uma tendência. A comunidade de investidores nos EUA está prestando mais atenção no tema e isso pode mudar o jogo”, afirma.

E o executivo faz questão de destacar como a alimentação sustentável está virando mesmo uma tendência. “Existem muitos supermercados nos EUA, mas poucos investem em alimentos saudáveis. Eu sinceramente adoro os consumidores interessados na própria saúde, que buscam alimentos frescos e saudáveis. Em nossas lojas eles vão encontrar. Pode ter certeza”, finaliza Sinclair.

A Capgemini pode ajudar a sua empresa a lidar com essas questões de maneira estratégica a fim de reduzir a distância entre a operação física e digital nesse momento de evolução do varejo rumo ao futuro. Vamos juntos nessa jornada?

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