Relatório sobre Riqueza Mundial 2018, da Capgemini: renda de milionários supera a marca de US$ 70 trilhões pela primeira vez

Apesar do aumento global de 1,6 milhão de novos indivíduos com patrimônio pessoal elevado e do crescimento de 10,6% na riqueza desses investidores, o nível de satisfação desse público com os gestores de seus ativos ainda é desproporcional

Paris, 3 de julho de 2018 – O World Wealth Report 2018 (WWR), Relatório sobre a Riqueza Mundial, divulgado pela Capgemini revela que a melhoria da economia global fez com que a riqueza dos HNWIs ou high-net-worth individual (população de indivíduos com patrimônio pessoal elevado[1]) ultrapassasse, pela primeira vez na história, o limiar dos US$ 70 trilhões. Em seu sexto ano consecutivo de ganhos acumulados, a riqueza dos HNWIs cresceu 10,6%, tornando 2017 o segundo ano de crescimento mais rápido para os HNWIs desde 2011. A nova edição do estudo também destaca a entrada antecipada das BigTechs[2] na gestão de patrimônio, bem como o crescente interesse dos HNWIs por criptomoedas[3], o que atingiu uma alta capitalização[4] de mercado em janeiro de 2018.

Crescimento global dos HNWIs continua em todas as regiões
A população dos indivíduos milionários continuou a evoluir em todas as regiões do mundo. Com a Ásia-Pacífico e a América do Norte representando 74,9% do aumento global da população de HNWIs (1,2 milhão de novos HNWIs) e 68,8% do aumento da riqueza global de HNWIs (US$ 4,6 trilhões nas mãos dos HNWIs). A Europa também atestou um forte desempenho em 2017, com 7,3% do crescimento da riqueza dos HNWIs. Os maiores mercados, compostos pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha e China, representaram 61,2% da população global de HNWIs em 2017 e responderam por 62% dos novos HNWIs em todo o mundo.

Gestores de patrimônio entregaram mais um ano de fortes retornos
De acordo com o relatório, os retornos globais sobre os investimentos dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado, em relação aos ativos administrados por gestores de patrimônio, aumentaram 27,4% em 2017. As ações se mantiveram como a maior ativo no primeiro trimestre de 2018, o equivalente a 30,9% da riqueza dos HNWI, seguidas por dinheiro em espécie e equivalentes (27,2%) e por imóveis com 16,8% – com aumento de 2,8%.

Os HNWIs mais jovens (com idades inferiores a 40 anos) afirmaram ter alcançado um desempenho de investimento muito superior aos seus pares mais velhos (37,9% versus 16,9%). É bastante provável que este resultado se deva à necessidade dos mais jovens se dedicarem à geração de riqueza neste estágio inicial de suas vidas, em comparação com o segundo público (dos HNWIs com 60 anos ou mais) que, de um modo geral, prioriza a preservação do patrimônio.

Retornos robustos sobre investimentos não estão aumentando proporcionalmente a satisfação dos HNWIs
Os fortes retornos sobre os investimentos de 2016 e 2017 não renderam, proporcionalmente, um nível geral de satisfação global dos HNWIs. Este índice contrasta com os níveis de confiança e crédito significativamente altos depositados sobre gestores e empresas de patrimônio, sugerindo que os retornos não poderiam sustentar um negócio de gestão de patrimônio. Os indivíduos norte-americanos com patrimônio pessoal elevado se mostraram os mais satisfeitos com seus gestores de riquezas (75,2%), enquanto nenhuma outra região conseguiu ultrapassar o limite de 70%. Em 2018, apenas 55,5% dos HNWIs afirmaram se conectar muito bem, em níveis pessoais, com seus gerentes de patrimônio, apesar dos retornos substanciais de investimento entregues nos últimos 2 anos. A maioria desses indivíduos (64,3%) globalmente afirmou que estaria disposto a utilizar um sistema melhor para encontrar um gestor de patrimônio, seja por meio de uma iniciativa como uma empresa específica ou fornecida por terceiros.

“Há uma clara oportunidade para que as empresas de gestão de patrimônio fortaleçam seus relacionamentos com clientes de alta renda, já que quase a metade deles afirmou não se conectar bem com seus gestores. Proporcionar uma experiência digital inovadora ao cliente é uma excelente iniciativa para fortalecer vínculos”, observou Anirban Bose, membro do Conselho Executivo do Grupo e líder da Unidade de Negócios Estratégicos Globais de Serviços Financeiros da Capgemini.

Criptomoedas ganham a atenção global
Embora ainda não se apresentem como uma parte relevante dos portfólios dos HNWI, já se observa um interesse crescente por criptomoedas como uma ferramenta de investimento e de reserva de valor. Os investimentos em criptomoeda ganharam atenção global em 2017 e atingiram o pico de capitalização de mercado no início de janeiro de 2018. No entanto, o Relatório sobre a Riqueza Mundial identificou que os indivíduos com patrimônio pessoal elevado estão cautelosamente interessados em mantê-las em sua carteira, com 29% do total global revelando um alto grau de interesse e 26,9% dizendo estar pouco interessado. O potencial da criptomoeda para retorno de investimento e como reserva de valor está impulsionando o interesse dos HNWIs.

Algo como 71,1% da faixa de público de investidores mais jovens (com 40 anos ou menos) atribui alta importância ao recebimento de informações sobre criptomoeda de suas principais empresas de gestão de patrimônio, em comparação com os 13% somados por investidores na faixa dos 60 anos ou mais. Entretanto, as instituições de gestão de patrimônio têm sido ambivalentes quando se trata de prover aos clientes HNWIs detalhes relacionados à criptomoeda. Apenas 34,6% dos HNWIs, na somatória global, se mostram satisfeitos com as informações sobre criptomoedas recebidas de seus gerentes de riqueza.

Empresas de gestão de patrimônio se preparam para a entrada das BigTechs
Embora a entrada generalizada das BigTechs no mercado de gestão de patrimônio permaneça incerta, administradoras líderes (quase 75% de todas as instituições entrevistadas) já estão investindo em tecnologias inovadoras como automação inteligente e inteligência artificial, com lançamento previsto para os próximos 24 meses. Uma forma de se preparar para o momento em que as gigantes da tecnologia passarão a desempenhar um papel mais relevante na indústria. A abordagem mais provável para a entrada das BigTechs se baseia na construção de parcerias, por meio da reembalagem de produtos e serviços das companhias estabelecidas. Outra possibilidade é empregar modelos capazes de apoiar as empresas de gestão de patrimônio em processos de back-office e middle-office. Mas, independentemente do modelo de entrada e do horizonte de tempo das BigTechs, o Relatório sobre a Riqueza Mundial destaca que as empresas de gestão de patrimônio devem transformar a maneira como investem no futuro e se afastar dos modelos tradicionais de budget, passando a adotar uma abordagem mais dinâmica, baseada em portfólio.

Metodologia de Pesquisa
O World Wealth Report, Relatório sobre a Riqueza Mundial, produzido pela Capgemini é o benchmark líder do setor, utilizado para acompanhar o desempenho de indivíduos com patrimônio pessoal elevado (“high-net-worth individual” – HNWIs), a evolução de sua riqueza acumulada e as condições globais e econômicas que impulsionam a mudança no setor de gestão de patrimônio. A 22ª edição do relatório publicado neste ano inclui descobertas da pesquisa primária aprofundada sobre perspectivas e comportamentos globais do HNWI. Com base nas respostas de mais de 2,6 mil HNWIs em 19 dos principais mercados de riqueza da América do Norte, América Latina, Europa e Ásia-Pacífico, a 2018 Global HNW Insights Survey explora o comportamento dos investimentos dos HNWIs – incluindo alocação de ativos, modelos de taxas e preferências de investimento. A pesquisa também mediu os atuais padrões comportamentais de investimentos do HNWIs globais, incluindo sua alocação de ativos, níveis de confiança de HNWI e decisões de alocação de ativos. Para mais informações ou para baixar o relatório, visite www.worldwealthreport.com.

Corporate Responsibility

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